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Quiz esclarece sobre quimioterapia

Dentro da programação de oficinas realizadas mensalmente pelo Hospital HSM, na última semana, dia 28 de fevereiro, a oficina foi diferente. A médica oncologista Juliana Nicolau comandou um quiz com pacientes em tratamento na Sala de Quimioterapia. A brincadeira era para esclarecer, de forma divertida e simples, dúvidas sobre a quimioterapia e os participantes poderiam responder sobre questões dizendo se era mito ou verdade. O resultado foi que a maioria dos pacientes estão bem informados sobre o que é a quimioterapia.

Acompanhe algumas dúvidas esclarecidas pela médica e momentos registrados.

Toda quimioterapia causa queda de cabelos?

Depende. Atualmente, a quimioterapia possui mais de 50 medicamentos e diversas combinações entre eles, possibilitando inúmeras alternativas de tratamento, que também podem resultar em diferentes reações, mais ou menos potencializadas. A queda de cabelo é uma dessas reações e pode ou não acontecer, tudo depende do tipo de medicação que será utilizada em cada caso.

O paciente ganha peso durante o tratamento?

Depende. Varia de acordo com o medicamento prescrito pelo médico. Nem todos têm como efeito colateral o ganho de peso. Porém, uma vez previsto, cabe ao oncologista monitorar essa alteração e determinar um limite máximo, para evitar qualquer risco de complicação ao organismo.

Medicamentos quimioterápicos exigem acompanhamento médico frequente?

Verdade. Quando o médico prescreve a utilização de determinado remédio no tratamento quimioterápico, ele tem embasamento técnico e científico para isso. Como a maioria dos quimioterápicos apresentam efeitos colaterais, o paciente deve realizar regularmente consultas e exames de sangue, o que permite ao médico monitorar todas as etapas do tratamento e contornar grande parte das reações indesejadas.

A nutrição pode ajudar o paciente a se recuperar mais rápido durante a quimioterapia?

Verdade. O paciente pode incorporar importantes medidas ao seu dia a dia, como a adoção de uma dieta balanceada; atenção maior para a higienização dos alimentos (pois o paciente oncológico tem queda no sistema imunológico, que pode levar a um risco maior de contaminação); ingerir bastante água e orientar o paciente sobre os possíveis efeitos colaterais que podem ser decorrentes de cada quimioterapia. Com essas medidas, é possível amenizar o desconforto, propiciando que o paciente se alimente melhor e, consequentemente, apresente uma recuperação mais rápida a cada ciclo de quimioterapia.

Gengibre é um aliado no tratamento quimioterápico dos pacientes?

Verdade. O gengibre pode ajudar no controle de sintomas como náuseas. Para tanto, deve ser consumido in natura e não na forma de cápsulas ou suplementos.

Sexo está proibido?

Mito. Respeitando os limites do corpo, a disposição e desejo do paciente, bem como o uso de preservativo devido a queda da imunidade durante a quimioterapia, podendo favorecer o aparecimento de infecções genitais, não há contra-indicação formal desde que tomadas as devidas precauções.

Salão de beleza, nunca mais?

Mito. O paciente não precisa abrir mão de sua vaidade, especialmente se essa prática ajudá-lo a se sentir melhor. Mas, ao longo do tratamento, é recomendável evitar a retirada de cutículas por causa do risco de inflamações e infecções severas. Em relação ao uso de tinturas e outras químicas, é bom evitar durante o período de quimioterapia ou conversas caso a caso com o oncologista assistente.

O tratamento deixa as pessoas inférteis?

Verdade. Não raro, o procedimento mais adequado contra a doença aumenta o risco de esterilização. A quimioterapia pode causar infertilidade temporária ou definitiva. Porém, mesmo nessas situações, há diferentes técnicas laboratoriais para preservar a fertilidade tanto do homem como da mulher. O congelamento de esperma, óvulos ou embriões é uma alternativa.

Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Mito. Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne de porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências.

 

Dra Juliana Nicolau

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